YOU ARE HERE:
Transmissão do VHC por via sexual nos homossexuais seropositivos com VIH: Isto já não acontece só no Norte da Europa
Segundo um estudo apresentado em Madrid, no IV workshop Internacional sobre VIH e Hepatite C, a epidemia da hepatite C, entre homens homossexuais seropositivos para o VIH transmitida por via sexual, parece estar a aumentar no Sul da Europa.
Os focos de hepatite C transmitida por esta via entre os homossexuais seropositivos foram reportados no Reino Unido, Holanda e Alemanha. Apesar das elevadas taxas de co-infecção VIH/VHC no sul da Europa, a transmissão do vírus, na maioria dos casos, deve-se à utilização de drogas por via injectada e, parece haver pouca evidência da transmissão da hepatite C por via sexual.
No entanto, investigadores de Milão encontraram provas convincentes que a transmissão da hepatite C entre homossexuais seropositivos acontece por via sexual, particularmente depois de 2006.
Este estudo envolveu 272 homens homossexuais e bissexuais que receberam cuidados de saúde para o VIH, entre 1996 e 2007. Todos os participantes tinham sido testados para o VHC, pelo menos, duas vezes, o que permitiu aos investigadores uma maior compreensão da incidência de novas infecções por hepatite C.
Durante o período do estudo um total de 21 homens foi infectado pelo VHC. Não foram relatadas infecções em relação ao período anterior a 2000, correspondendo à epidemiologia da infecção em homossexuais seropositivos no Norte da Europa. No entanto, três homens (4%) foram infectados com VHC entre 2001 e 2005. O surto acelerou após 2006, com 18 novas infecções (12%) no final de 2007.
A média de idade dos homens diagnosticados com novas infecções por VHC rondava os 40 anos. Nenhum dos doentes curou a infecção espontaneamente. Apenas cinco doentes aceitaram fazer o tratamento do VHC, que resultou na cura da infecção em dois casos.
Na altura do diagnóstico por hepatite C, a sífilis foi igualmente diagnosticada num terço dos doentes. Nenhum dos casos observados antes de 2005 envolvia um diagnóstico concomitante de sífilis. O aparecimento das duas infecções em simultâneo (hepatite C e sífilis) em 2006/07 poderia indicar a transmissão destas infecções por via sexual/redes sexuais. Esta hipótese foi apoiada por provas vindas da Europa do Norte, onde taxas elevadas de ISTs, nomeadamente sífilis, foram diagnosticadas em homossexuais seropositivos e com uma infecção recente de VHC.
Os investigadores recomendam que os homens homossexuais com VIH e com um comportamento sexual de risco sejam rastreados para o VHC com maior regularidade. Este procedimento já é recomendado no Reino Unido e tem ajudado a detectar a infecção do VHC nesta população.
Gallotta G. et al. Acute hepatitis C virus in HIV co-infected men who have sex with men: Milan, 1996 – 2007. Fourth International Workshop on HIV and Hepatitis Coinfection, Madrid, abstract 47, 2008.
Os focos de hepatite C transmitida por esta via entre os homossexuais seropositivos foram reportados no Reino Unido, Holanda e Alemanha. Apesar das elevadas taxas de co-infecção VIH/VHC no sul da Europa, a transmissão do vírus, na maioria dos casos, deve-se à utilização de drogas por via injectada e, parece haver pouca evidência da transmissão da hepatite C por via sexual.
No entanto, investigadores de Milão encontraram provas convincentes que a transmissão da hepatite C entre homossexuais seropositivos acontece por via sexual, particularmente depois de 2006.
Este estudo envolveu 272 homens homossexuais e bissexuais que receberam cuidados de saúde para o VIH, entre 1996 e 2007. Todos os participantes tinham sido testados para o VHC, pelo menos, duas vezes, o que permitiu aos investigadores uma maior compreensão da incidência de novas infecções por hepatite C.
Durante o período do estudo um total de 21 homens foi infectado pelo VHC. Não foram relatadas infecções em relação ao período anterior a 2000, correspondendo à epidemiologia da infecção em homossexuais seropositivos no Norte da Europa. No entanto, três homens (4%) foram infectados com VHC entre 2001 e 2005. O surto acelerou após 2006, com 18 novas infecções (12%) no final de 2007.
A média de idade dos homens diagnosticados com novas infecções por VHC rondava os 40 anos. Nenhum dos doentes curou a infecção espontaneamente. Apenas cinco doentes aceitaram fazer o tratamento do VHC, que resultou na cura da infecção em dois casos.
Na altura do diagnóstico por hepatite C, a sífilis foi igualmente diagnosticada num terço dos doentes. Nenhum dos casos observados antes de 2005 envolvia um diagnóstico concomitante de sífilis. O aparecimento das duas infecções em simultâneo (hepatite C e sífilis) em 2006/07 poderia indicar a transmissão destas infecções por via sexual/redes sexuais. Esta hipótese foi apoiada por provas vindas da Europa do Norte, onde taxas elevadas de ISTs, nomeadamente sífilis, foram diagnosticadas em homossexuais seropositivos e com uma infecção recente de VHC.
Os investigadores recomendam que os homens homossexuais com VIH e com um comportamento sexual de risco sejam rastreados para o VHC com maior regularidade. Este procedimento já é recomendado no Reino Unido e tem ajudado a detectar a infecção do VHC nesta população.
Gallotta G. et al. Acute hepatitis C virus in HIV co-infected men who have sex with men: Milan, 1996 – 2007. Fourth International Workshop on HIV and Hepatitis Coinfection, Madrid, abstract 47, 2008.
